Resenha: A Herdeira (A Escolha #4) - Kiera Kass

sexta-feira, maio 29, 2015
Nome Original: The Heir
Série: A Seleção #4
Editora: Seguinte
Páginas: 360
Gênero: Young Adult, Romance, Distópico.
Lançamento: maio de 2015.
No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do "felizes para sempre". Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais. Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.
Realmente posso dizer que tive sorte de poder ler todos esses livros sem precisar de esperar entre um e outro. Isso me frustra tanto que a espera acaba me fazendo perder o interesse pelos os livros seguintes e no fim acabo nem lendo mais. Pena que não comecei a ler quando o último já tinha sido lançado, mas enfim...

Sobre 'A Herdeira', eu confesso que antes de ler eu fui dar uma olhada em algumas resenhas pra ter uma ideia do que encontraria nesse livro, inicialmente achava até que ele fosse continuação do 4ª, mas não, esse livro se passa 20 anos depois dos acontecimentos do 3º livro e é focado principalmente na filha mais velha do Maxon e da America, a Eadlyn uma vez que será ela que sucederá o trono.

Uma coisa que me chamou atenção nessas resenhas, é que havia um ponto em comum em todas elas: não teve uma pessoa que tenha gostado da Eadlyn. Foi bom saber disso porque já fui preparada pra encontrar o pior tipo de garota. E de fato, ela é realmente prepotente, egocêntrica, imatura e por ai vai. Aliás, acho que foi bastante corajoso da parte da autora em nos apresentar uma protagonista tão detestável. 

Ouso dizer que ela só fez isso porque já tinha a cama preparada com os outros livros. Óbvio que os fãs iriam ler 'A Herdeira' sabendo que iriam ter nele a oportunidade de ver mais da América e Maxon e de bônus conhecer os filhos deles. Duvido que ela teria feito a America com essa personalidade, já que ela inicialmente precisaria ganhar os leitores. 

Mas na realidade, apesar de não ter achado a Eadlyn agradável, eu a achei bem interessante. Ela não veio montada com intuito de nos fazer gostar dela. Pelo o contrário, ela veio desafiar o leitor a conhecê-la e a se interessar o suficiente pra continuar a acompanhar o seu desenvolvimento e amadurecimento. Acho que se o leitor não a levar tão a sério e até se divertir com as besteiras dela, a Eadlyn nem se torna tão ruim assim. Sendo sincera, ela é uma boa garota. só vive fora da casinha, tem nenhuma noção do que seja a vida e pra completar tem uma baita pressão nas costas de assumir o lugar do pai e ser a primeira rainha por direito de linhagem já vista. Dá pra dar um desconto pra ela. Gostei muito da relação dela com a família. Ela é muito doce com os pais e se importa muito com o bem estar deles. Acho que isso deu uma boa suavizada na personalidade forte dela.

Nesse livro a sociedade já não vive mais em castas, mas o povo tem encontrado dificuldades de empregos e etc e por isso eles andam causando alguns protestos. O Maxon e a America já sem saber o que fazer para acalmar o povo e para total desgosto da Eadlyn que não deseja se casar, resolvem promover uma Seleção com 35 garotos. Essa parte do livro é interessante porque além de podermos ver algumas coisas sobre a Seleção do Maxon serem esclarecidas, também temos a chance de ver a Seleção pelo os olhos do Selecionador ao invés do Selecionado. 

E bem, embora a Eadlyn não queira casar, no fim das contas, durante a Seleção ela tem a oportunidade de conhecer outras pessoas e outras realidades diferentes da dela e isso faz com que ela comece a refletir sobre tudo. O livro não tem tanto romance e nem um garoto com um foco exclusivo. A Kiera nos apresenta várias possíveis opções. Confesso que os meus preferidos são Fox, Kyle e o Halle, embora tenha gostado mais do Fox. No fim, resta mais ou menos uns 5 por quem ela tem um carinho mais especial, inclusive esses que mencionei e alguns outros, mas o jogo está aberto pra qualquer um. Acho que sei quem será, mas por enquanto é só achismo mesmo, porque acho que a autora pode até surpreender.

Ah sim, quanto ao Maxon e a America, confesso que é um pouco estranho vê-los por uma perspectiva de pais, ao invés de jovens protagonistas, mas até que foi uma mudança agradável. Eles têm hoje a vida que eu imaginei que teriam quando acabei o terceiro livro. Um casal ainda muito apaixonados,  com filhos especias, uma linda família e adorados pelo o povo. O Maxon continua o mesmo fofo de sempre, mas a America  deu uma mudadinha... Ela é menos impulsiva, mas acho que isso vem muito do amadurecimento. Não daria para ela continuar exatamente a mesma pessoa de 20 anos atrás, ela já não é mais uma garotinha como antes. Gostei das mudanças, embora tenha sentido saudades daquele velho casal completamente inseguro da vida...

Mas enfim, o livro é melhor do que esperava. O começo é um pouco mais difícil porque a protagonista é chatinha, então tira um pouco a vontade do leitor de continuar lendo. Se não fosse pelo o Maxon e a America, eu nem sei se teria continuado, mas fico feliz que sim porque no fim, eu até passei a gostar um pouco da Eadylin e a torcer por ela. É um livro que vale a pena.

PS: Amo essas capas. Uma mais linda que a outra. A próxima deve ser rosa ou verde. haha
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