Resenha: Espada de Vidro (A Rainha Vermelha #2) - Victoria Aveyard

terça-feira, julho 05, 2016
Tradutor: Cristian Clemente
Série: A Rainha Vermelha
Nome Original: Glass Sword
Volume: 2º
Editora: Seguinte
Páginas: 
Gênero:  Fantasia, New Adult e  Romance.
Lançamento: 2016
"O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter."
"Sou uma arma feita de carne, uma espada coberta de pele. Nasci para matar um rei, para acabar com um reino de terror antes mesmo de começar para valer. Fogo e eletricidade elevaram Maven, e fogo e eletricidade vão derrubá-lo."
Primeiramente, gostaria de agradecer ao grupo Companhia das Letras (editora Seguinte), pelo o exemplar do livro Espada de Vidro em troca dessa resenha. Aliás, falando sobre isso, a edição desse segundo livro segue o mesmo estilo do primeiro, 'A Rainha Vermelha'. Uma coisa que acho muito positiva é que essa edição da editora Seguinte tem mantido a mesma capa da edição americana, o que eu particularmente acho ótimo, porque elas são muito bonitas, além de dar um ar de curiosidade em relação a todo aquele sangue escorrendo da coroa prateada.

Dito isso, só gostaria de esclarecer que essa resenha trata-se da continuação de 'A Rainha Vermelha', logo se você ainda não o tiver lido, aconselho evitar essa resenha. 

Mas enfim, sobre o livro,  ele começa exatamente aonde 'A Rainha Vermelha' acabou. A Mare e o Cal estão agora com a Guarda Escarlate tentando fugir do Maven e de seu exército. Como a gente viu no livro passado, a Mare descobriu que não é a única de sua raça e que existem outros espalhados pelo o mundo. O problema é que o Maven também tem a lista com os nomes dos tais "sanguenovos' e ele sai a caça dessas pessoas para mata-los. E agora, para garantir a sobrevivência dessas pessoas raras e até mesmo a possibilidade de um contra-ataque, a Mare precisará encontra-los antes que seja tarde demais.

Não quero falar muito sobre o livro para não acabar com a graça, mas saibam que na realidade, essa caça aos "sanguenovos" é basicamente o foco de Espada de Vidro. Obviamente, ao longo do caminho, a Mare vai esbarrando em vários obstáculos, conhece algumas pessoas, decepciona-se com outras e por ai vai. O interessante, é que logo no começo a Mare descobre que a Guarda Escarlate não é exatamente como ela imaginava e isso a faz tomar algumas medidas drásticas. Mas em suma, a maior parte do livro se resumi a isso. 

Pessoalmente, eu achei que a primeira parte do livro ficou amarrada demais, com o foco basicamente só nessa questão da caça aos sanguenovos e na Mare remoendo dramaticamente as recentes mudanças em sua vida. Não achei empolgante, na verdade achei bem monótono e sem graça. Essa parte não conseguiu me prender e eu já estava quase perdendo as esperanças de vir a gostar do livro, quando o a história na altura dos dez últimos capítulos, finalmente deu uma grande engrenada.

Sinceramente, não sei dizer se o problema foi comigo ou se foi com esse livro em especial, mas realmente, foi complicado pra mim. Agora, os dez últimos capítulos foi o que valeu o livro inteiro para mim. Essa parte realmente foi empolgante e me deixou completamente presa e sem conseguir deixa-lo de lado.
"Tenho medo de estar sozinha mais do que qualquer outra coisa. Então, por que eu faço isso? Por que eu afasto as pessoas que amo? O que há de errado comigo?Eu não sei.E eu não sei como fazer isso parar."
Quanto ao romance, esqueçam ele, pelo menos pela primeira metade do livro. É quase inexistente. Contudo, depois de um certo ponto, ele deu uma engrenada e o que a autora começou a delinear em relação a esse "quadro amoroso" em A Rainha Vermelha ganha ainda mais forma e força. A diferença, porém, é que no livro passado, o Kilorn ficou nas sombras, enquanto os Príncipes e a Mare ganhavam destaque. Já em Espada de Vidro, quem vai para as sombras é o Maven. Aliás, ele aparece muito pouco nesse livro. Mas também não irei falar muito sobre esse aspecto pra não acabar com a graça. 

Confesso que senti falta de um pouco mais de romance, mas de certa forma eu entendo a ausência dele por boa parte do livro. Afinal de contas, a Mare se envolveu romanticamente com o Maven e autora simplesmente "matar" esses sentimentos de uma hora para outra pareceria irreal. Quanto ao Cal, muita coisa aconteceu com eles e entre eles, não teria como eles simplesmente fingirem que nada aconteceu. Com o Kilorn também complicado porque é uma relação antiga... E isso tudo sem falar que depois de tudo, a Mare tem sérios problemas de confiança, então colocar-se vulnerável, é algo que ela passa a evitar a todo e qualquer custo.
"Eu devo endurecer meu coração para a única pessoa que insiste em inflamá-lo."
Eu ainda não sei muito bem o que sentir quanto a esse triângulo amoroso. Em Rainha Vermelha gostei mais do Maven do que do Cal. Em contra partida, tomei horror do Maven e em Espada de Vidro passei a gostar e torcer pelo o Cal. No entanto, em alguns momentos ele me faz colocar em dúvida se eu realmente curto a ideia dos dois terminarem juntos. De qualquer forma, acho difícil vir a torcer pela a Mare com o Maven novamente, principalmente depois desse livro. Então, sobre esse aspecto, vamos ver o que a autora nos reserva para os próximos dois livros.
"Nenhum coração jamais pode ser verdadeiramente compreendido. Nem mesmo o seu próprio."
Mas enfim, é isso. Como eu disse, o fim  quase que valeu a pena por toda a leitura. Teve muita gente nova, romance, teve ação, teve mortes - uma em especial bem triste - e teve finalmente a Mare abraçando e compreendendo melhor os seus poderes. No entanto, embora ela tenha abraçado o seu espírito guerreira e a causa pela a qual ela luta, a Mare também vai se isolando e tornando-se solitária e cada vez mais perdendo a garota que um dia ela foi, o que acho  até bem justificável, tendo em vista pelo o que ela passou. 
"Ninguém nasce mau, assim como ninguém nasce sozinho. As pessoas se tornam más e solitárias, por escolha e circunstância."
O epílogo com certeza vai te deixar louca de ansiosidade pelo o terceiro volume. Agora é esperar por King's Cage.
“Perceba seu próprio destino, Mare Barrow.”“E qual seria?”“Erga-se. E erga-se sozinha.”
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