Resenha: A Conquista (Amores Improváveis #4) - Elle Kennedy

Editora: Paralela
Série: Amores Improváveis (Off-Campus)
Volume:
Língua: Inglês
Páginas: 336
Gênero: Romance, Contemporâneo, New Adulto.
Lançamento: Maio de 2017.
E-book - Amazon BR

Editado: A resenha desse livro foi feita baseada da edição americana, porém esse livro já encontra-se publicado no Brasil.
De todos os jogadores de Hóquei da universidade de Briar, John Tucker se destaca por ser o mais sensato, gentil e amável. Diferente de seus amigos mulherengos, ele sonha com uma vida tranquila: esposa, filhos e, quem sabe, um negócio próprio. Mas nem mesmo o cara mais calmo do mundo estaria preparado para o turbilhão que ele está prestes a enfrentar. Sabrina James é a pessoa mais ambiciosa, dedicada e batalhadora do campus. Seu jeito sério e objetivo é interpretado por muitos como frieza, mas ela não está nem aí para sua fama de antipática. Tudo o que ela quer é passar em Harvard, tirar ótimas notas e conquistar a tão sonhada carreira como advogada. Só assim ela conseguirá escapar de seu passado difícil. Um acontecimento inesperado vai colocar a vida desses jovens de cabeça para baixo. Juntos, eles aprenderão que a vida é cheia de surpresas — e que o amor é a maior conquista de todas.
Quarto e último livro da série 'Amores Improváveis' como é chamada no Brasil, esse livro pode ser lido como um standalone (independente dos outros), o que na realidade foi exatamente o que eu fiz. Bem, até então eu havia lido apenas o primeiro da série, 'O Acordo' e havia gostado bastante, mas confesso que a sinopse dos outros dois livros não havia me despertado um grande interesse, me pareceu "mais do mesmo", mas ai então, surgiu 'A Conquista'. Fiquei curiosíssima sobre esse livro com tantas pessoas o apontando como o  sendo o melhor da série, fiquei realmente intrigada. Dito isso, eu o coloquei na minha lista de futuras leituras. E aproveitando o embalo da leitura anterior 'Undecided' que também é New Adult, eu aproveitei que já estava no clima e mergulhei nessa história. 

O problema de você ler muita crítica boa sobre determinada coisa, é que você passa a ter uma grande expectativa em relação a ela. E em relação aos livros, eu já aprendi que isso é a maior cilada, pois cada pessoa enxerga e se identifica com uma história de formas diferentes. Então, eu tento ao máximo não depositar muita expectativa e deixa-lo me surpreender, se for realmente o caso. Mas por alguma razão, isso não aconteceu em 'A Conquista'. Fui esperando um grande romance, algo bem arrebatador e... não foi o que eu encontrei. Não é uma história ruim, pelo o contrário, é boa, mas realmente nada demais.
“Porque o amor é o objetivo final. Não que eu tinha me esforçado para obtê-lo, mas eu tive sorte o suficiente, tão maldita sorte, para alcançá-lo.”
Acho que para o leitor o maior desafio desse livro é a protagonista. Ela é um tanto diferente do que costumamos ver por ai. Elle Kennedy criou uma jovem bem forte, determinada e focada nos seus objetivos. Aliás, tão focada em não deixar que nada atrapalhe os seus planos que por vezes ela soa meio séria, fria e até mesmo grossa. Do tipo, "não fica no meu caminho porque eu tenho mais o que fazer". rsrs 

Sendo assim, eu não diria que foi uma personagem que eu tenha me apaixonado e muito menos me identificado, mas com o decorrer do livro, eu fui percebendo outras facetas da sua personalidade e no fim eu já estava até gostando. A Sabrina é de fato séria, mas não é fria, ela só não tem tempo pra socializações e ao mesmo tempo é insegura de entregar o seu coração e não ser correspondida, por isso, ela finge ser durona, mas isso não passa de uma fachada e uma forma de auto proteção.

Sabrina teve uma infância difícil. Ela foi criada pela a avó em um lar bem precário. A mãe a abandonou quando criança e ainda deixou para trás o padrasto da Sabrina, um sujeito tarado e asqueroso que vive dando em cima dela. Cansada dessa vida e sonhando em deixar para trás esse lar horrendo no qual foi criada, ela vem se dedicando desde jovem aos estudos com o intuito de se tornar uma grande advogada e descolar um maravilhoso emprego numa das maiores firmas de advocacia. Ela sabe que pra alcançar esses objetivos ela precisa se dedicar e assim, ela passa a dar tudo de si para conseguir entrar em Harvard. Evitando também qualquer coisa que lhe distraia e traga dor de cabeça, incluindo namorados. Só o que lhe interessa é o sexo casual e de preferência com um belo atleta. E é ai que entra em cena o Tucker - que já o conhecemos nos livros anteriores.

Um dia eles se conhecem em um bar, e apesar dos avisos do seu amigo Dean de que a Sabrina é uma chata, ele se encanta por ela. Tudo começa com sexo casual e apesar da Sabrina ter ficado balançada pelo o Tucker, ela tenta evitar ao máximo que as coisas  entre eles evoluam, mas o Tucker é o cara mais paciente do mundo e percebe que com ela coisas tem que ir aos poucos a fim de que ela não se assuste. Até que um dia uma bomba cai e muda a vida deles para sempre.

Bom, eu não sabia disso, pois não li o terceiro livro que conta a história do Dean e da Allie, mas aparentemente já nesse livro foi revelado a tal grande bomba que acontece nesse quarto, pois as duas histórias acontecem simultaneamente. Não vou revelar o que seja, porque se assim como você ainda não sabe, é melhor apreciar a surpresa durante a leitura.
“Então o dinheiro não importa uma vez que você se acostuma. Não importa quão cheia ou vazia a carteira de alguém. Todos nós nos magoamos. Todos nós amamos. Nós somos iguais. E o seu passado, com quem você vive, de onde você veio, ele não tem de importar. Você está criando o seu próprio futuro, e eu quero ver onde a estrada leva você. 
A minha opinião sobre esse livro é a de que faltou material. A história ficou um tanto repetitiva, sabe!? Ambos guardavam os sentimentos para si, mas toda a hora eles repetiam em pensamento o que sentiam, mas no fim não faziam nada a respeito. Não senti que a história progredia muito. O fato do Tucker ter dado espaço para a Sabrina acabou deixando a história meio estagnada. Sabe quando a autora cria um drama desnecessário, - não me refiro a tal bomba - mas sim a essa coisa de ficar o livro inteiro mantendo para si os sentimentos apenas por insegurança. Isso tornou o livro meio maçante e nem um pouco excitante. Eu já estava achando o casal meio burro de não perceber o que estava estampado bem a frente deles. 

Mas enfim, não sei se eu é que estou exigente e chata demais ou se realmente acabei criando muito expectativa, mas o fato é que eu esperava mais. Apesar disso tudo, foi uma história boazinha, nada fenomenal, mas o suficiente para prender bem o leitor.  E o Tucker é um personagem encantador do tipo que toda a mulher - ou homem - gostaria de encontrar pela a frente. Eu diria que ele foi a grande graça da história, até porque como o livro é contado em primeira pessoa por ambos, tivemos a oportunidade de entrar bem dentro da cabeça dele.  Então sim, diria que no fim, ele vale a leitura.

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